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Taís Guimarães

Comportamento

Royal Wedding: O real do casamento real de Meghan e Harry

O boom do último final de semana foi o casamento real do Príncipe Harry e a atriz americana Meghan Markle. A grande mídia correu para realizar uma grande cobertura: divulgar o estilista, o confeiteiro e até as cores escolhidas no outfit de cada convidado. Mas o que chamou mais atenção nesse grande evento da última semana foi nada mais e nada menos que a simplicidade em que (acredito eu) que Meghan transmitiu a maior mensagem que poderia ao celebrar sua entrada na Família Real Britânica: ocuparemos todos os lugares. Entre os pontos que valem destaque, estão:

 

  1. Vestido

Meghan escolheu um vestido da Givenchy, de mangas longas e decote canoa. Bem coberto, o vestido de noiva era bastante comportado e ainda levava o véu longo, tradicional nas cerimônias reais. Depois de algumas pesquisas (e boa memória da galera), descobriram que o vestido é bem semelhante ao vestido de Angela, a primeira mulher negra a casar com um príncipe, o Príncipe Maximilian de Liechtenstein. Se é verdade ou não, jamais saberemos. Mas o importante é que a semelhança trouxe à tona mais uma história empoderada de amor inter-racial.

{Meghan ❤ Harry} A nossa aposta é que o vestido de noiva de Meghan seja, sem dúvida, uma homenagem à panamenha #AngeladeLiechtenstein, primeira noiva negra da monarquia ocidental, que se casou com o príncipe #MaximilianodeLiechtenstein em 29.01.2000, em Nova York. . Detalhe: o vestido de Angela (que inspirou Meghan e a grife #givenchy ) foi criado pela própria Angela. . O look vintage do vestido, com decote ombro a ombro, sem renda, também faz clara alusão à elegância norte-americana de #jacquelinekennedy e de #audreyhepburn . E o perfume vintage da celebração Harry e Meghan aparece também no carro em que os recém-casados deixam o castelo de Windsor: um jaguar 1968 ❤ . PS.: Agradeço minha professora de história e protocolo de casamento monárquico Fernanda Matta por toda pesquisa realizada em parceria para a nossa matéria de cobertura do casamento. . #royalfamily #royalwedding #royalweddingsheratonrio #meghanmarkle #bride #black #negros #sejamoderninhocaseporamor #palestrasmanoelacesar #manoelacesar #colherdechanoivas

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Meghan ainda escolheu um segundo vestido, mais simples porém bem encantador feito por Stella McCartney para receber seus convidados na recepção. O vestido ganhou o coração das mais apaixonadas pelo decote romântico.

Getty Images

 

2. Coral
Um coral, formado em sua maioria de negros, trouxe uma trilha sonora cheia de amor para o Casamento Real. É lindo ver a cultura negra apresentada, mas ainda é mais incrível quando ela está ocupando um lugar majoritariamente branco em plena Europa. Mais um toque black na cerimônia!

 

3. Reverendo
Tivemos um reverendo negro celebrando a cerimônia e pregando sobre o amor com um dos exemplos mais vivos da história negra sobre resistência e amor ao próximo além da cor: Martin Luther King. As palavras de King perpetuam por todos os anos ao longo da história após a sua morte, e novamente, deram conta do recado dentro de uma igreja onde um homem branco se unia à uma mulher negra e toda sua história. “Precisamos descobrir o poder do amor, o poder redentor do amor e, quando o fizermos, faremos deste velho mundo um novo mundo” – Curry citou durante a cerimônia.

Getty Images

4. Violoncelista
Outro destaque negro foi o músico Sheku Kanneh-Mason que tocou violoncelo durante a cerimônia de Harry e Meghan. Mason tem apenas 19 anos e já ganhou o prêmio de jovem instrumentista da BBC em 2016. A noiva fez questão de convidá-lo por telefone. Achei phyno! 

5. Convidados

Tivemos também convidados negros, tanto da família de Meghan Markle, como artistas negros famosos, como Oprah, Serena Willians e o gorgeous Idris Elba. 😉 Além disso, Meghan quebrou o protocolo de cerimônias reais com a presença de sua mãe presente desde sua entrada. É pra tombar real! rs

 

OLI SCARFF / AFP

 

 

 

 

Entretenimento

Insecure: a série da HBO e a importância da representatividade

Há um tempo, zapeando no HBO Go encontrei uma série com uma protagonista negra que me chamou atenção. Olhei os episódios e sinopse rapidamente e notei que tratava-se de poucos – 8 episódios na 1ª temporada – e por isso, já me joguei. A série em questão chama-se ‘Insecure’ e fala sobre a vida de Issa Rae e sua amiga Molly. Ambas negras, as duas passam por situações amorosas, profissionais e sociais que passeiam pelo cômico e o desconfortável e (quase) sempre relacionadas à sua cor de pele.

 

De cara, eu já viciei na série e consegui terminá-la em 24h. E ela me cativou de primeira. Mas por que os personagens eram negros? Também! Séries como ‘Scandal’ e ‘How To Get Away With Murder’ já estão aí para nos mostrar como os negros podem sim estar à frente das séries em horário nobre. Mas o que me chamou atenção em ‘Insecure‘ são as situações ali representadas. Elas são bem próximas da realidade dos negros e é algo que ainda falta na teledramaturgia – internacional e nacional.

 

 

Apesar de sempre se ver como Olivia Pope, sabemos que não é todo dia que conhecemos alguém que se apaixona pelo presidente dos EUA e tem uma cena de amor em plena sala oval da Casa Branca, né? haha Mas debater sobre como é ser a única negra em um ambiente de trabalho ou como encontrar um namorado negro da mesma classe profissional que a sua levanta questões que são bem reais ao nosso cotidiano mas ainda pouco conversadas. E por isso tudo, essa pequena série é tão importante para a nossa história, para a nossa resistência.

No próximo domingo (23/07), Insecure estreia sua 2ª temporada já garantindo altos debates nos Estados Unidos. Sem entregar spoilers, mas debates amorosos sempre rendem altos debates, não é mesmo? Então, se você procura por uma novidade black entre as suas séries, eis a indicação. De qualidade.

 

Vai ter representatividade, sim! 😉