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Las Chicas del Cable: o seriado que você precisa assistir!

 

O cenário é Madri na década de 20. Feminismo, sororidade, independência, liberdade, relação homossexual, relacionamento abusivo e violência doméstica são alguns dos principais temas abordados no primeiro seriado espanhol da Netflix.

Logo na primeira cena temos uma narração que prende a nossa atenção:

Em 1928, as mulheres eram vistas como acessórios para se exibir, objetos incapazes de expressar opiniões ou tomar decisões. A vida não era fácil para ninguém, mas ainda menos para as mulheres. Se você fosse mulher em 1928, a liberdade lhe parecia uma meta inatingível. Para a sociedade éramos apenas esposas e mães. Não tínhamos o direito de ter sonhos e ambições. Em busca de um futuro, muitas mulheres tiveram de viajar para longe. E outras tiveram de enfrentar as regras de uma sociedade retrógrada e machista. No final, todas nós, ricas ou pobres, queríamos o mesmo: ser livres“.

O sufrágio feminino na Espanha foi declarado apenas em 1931, ou seja, nesse período de narração do seriado, as mulheres não tinham o direito pelo voto, não eram bem aceitas no mercado de mercado (quase um século se passou e ainda temos muito o que lutar sobre essa questão) e eram vistas pela sociedade apenas para cuidar do seu lar e dos filhos.

Sororidade e feminismo estão sempre lado a lado, né? Esse seriado é a prova real disso. Apresenta a união e o companheirismo das 4 amigas telefonistas que mesmo tão diferentes uma da outra, possuem algo em comum: o desejo e a luta pela liberdade.

E para quem é apaixonada pela moda dos anos 20, Las Chicas del Cable é um prato cheio com os seus chapéus, vestidos midi super femininos e saias com shapes minimalistas. A vestimenta promove conforto e liberdade para a mulher urbana.

A série com 8 episódios já entrou para a lista das minhas preferidas de 2017. E se eu pudesse escolher apenas um motivo para te convencer a assistir também seria a boa atuação das protagonistas que faz o público se envolver na narrativa.

Agora dá o play no trailer e depois corre para colocar na sua lista no Netflix 😉

 

Entretenimento

Insecure: a série da HBO e a importância da representatividade

Há um tempo, zapeando no HBO Go encontrei uma série com uma protagonista negra que me chamou atenção. Olhei os episódios e sinopse rapidamente e notei que tratava-se de poucos – 8 episódios na 1ª temporada – e por isso, já me joguei. A série em questão chama-se ‘Insecure’ e fala sobre a vida de Issa Rae e sua amiga Molly. Ambas negras, as duas passam por situações amorosas, profissionais e sociais que passeiam pelo cômico e o desconfortável e (quase) sempre relacionadas à sua cor de pele.

 

De cara, eu já viciei na série e consegui terminá-la em 24h. E ela me cativou de primeira. Mas por que os personagens eram negros? Também! Séries como ‘Scandal’ e ‘How To Get Away With Murder’ já estão aí para nos mostrar como os negros podem sim estar à frente das séries em horário nobre. Mas o que me chamou atenção em ‘Insecure‘ são as situações ali representadas. Elas são bem próximas da realidade dos negros e é algo que ainda falta na teledramaturgia – internacional e nacional.

 

 

Apesar de sempre se ver como Olivia Pope, sabemos que não é todo dia que conhecemos alguém que se apaixona pelo presidente dos EUA e tem uma cena de amor em plena sala oval da Casa Branca, né? haha Mas debater sobre como é ser a única negra em um ambiente de trabalho ou como encontrar um namorado negro da mesma classe profissional que a sua levanta questões que são bem reais ao nosso cotidiano mas ainda pouco conversadas. E por isso tudo, essa pequena série é tão importante para a nossa história, para a nossa resistência.

No próximo domingo (23/07), Insecure estreia sua 2ª temporada já garantindo altos debates nos Estados Unidos. Sem entregar spoilers, mas debates amorosos sempre rendem altos debates, não é mesmo? Então, se você procura por uma novidade black entre as suas séries, eis a indicação. De qualidade.

 

Vai ter representatividade, sim! 😉